DICAS PARA MELHORAR O CONSUMO ALIMENTAR EM CRIANÇAS DE 1 A 6 ANOS DE IDADE

Uma mãe me fez uma pergunta na parte de comentários da postagem de março (Idade ideal de iniciar escola) - isso me motivou a postar as dicas no final (tiradas de algum site de puericultura que infelizmente não recordo).

É uma queixa comum : "meu filho não come", "meu filho só quer o mingau e o danone", etc.

Na maioria dos casos a criança não está doente e não vai sair do consultório com uma "vitamina" milagrosa que faça ele pedir: "quero brócolis" como no comercial. Estimulantes do apetite devem ser prescritos com muita cautela. E o estimulante de apetite não vai mudar o Hábito alimentar da criança. As mães precisam entender que o hábito alimentar começa por volta de 4 a 6 meses durante o desmame. Muitas vezes dicas médicas não seguidas desde aquela época ou alimentos introduzidos na hora errada (e alimentos não introduzidos na hora certa) fazem diferença a partir de 1 ano (hoje em dia 10 meses eu acho) quando as crianças começam a apresentar dificuldade em aceitar a alimentação.

Se não houver disciplina, rotina, cardápio, colaboração do restante da família - a vitamina não vai resolver sozinha.

É comum um dos pais colocar limites e outro tirar, ou a avó desfazer, ou a babá não conseguir e oferecer o que a criança quiser.

Quando uma mãe entra no consultório com um filho "com falta de apetite" (fastiu é um termo comum aqui em Fortaleza) e vejo no gráfico Peso, Altura e IMC normais para a idade (GRÁFICO VIU MÃES ! NÃO É COMPARADO COM O PRIMO OU A FILHA DA VIZINHA); já penso : - Essa consulta vai demorar.

Porque é muita coisa para conversar antes de pegar uma caneta e prescrever.

Eu já consultei criança obesa que a mãe chegou ao consultório pedindo um estimulante de apetite porque o filho não comia nada!

Enfim, nem aqui dá pra abordar todos os aspectos, pois como tudo na vida cada caso é um caso.

Então lá vai as dicas:


DICAS PARA MELHORAR O CONSUMO ALIMENTAR (1 a 6 anos)


  • Não oferecer alimentos entre as refeições. Quando a criança recusa a refeição principal, não se deve oferecer outro alimento no lugar, não forçá-la nem agradar-lhe. Neste caso, o melhor é aguardar mais meia hora ou uma hora e oferecer novamente a mesma refeição.
  • Diminuir os líquidos entre as refeições. Durante as refeições as bebidas precisam ser controladas, pois a criança troca facilmente a refeição por sucos ou refrigerantes. Os refrigerantes podem ser dados, mas sempre de forma limitada. Nos finais de semana, por exemplo.

  • Não recompensar nem ameaçar a criança que não come.

  • Ter firmeza e equilíbrio. Quando a criança se alimentar fora de hora ou comer, com freqüência, alimentos inadequados, pode ocorrer prejuízos no seu estado nutricional.

  • Colocar pouca comida no prato. O volume da refeição da criança de 1 a 6 anos deve ser adequado à sua pequena capacidade gástrica. Pratos grandes, além de não estimulá-la, trazem aversão, pois ela já se satisfaz só de olhar. O correto é colocar um pouco de cada preparação no prato, se ao final da refeição houver um pedido de mais comida, é conveniente servir uma porção menor do que a primeira.

  • Evitar artifícios para estimular a alimentação: aviãozinho, televisão.

  • Uma forma válida de estimular a ingestão de alimentos é elaborar pratos com alimentos não aceitos pela criança. Por exemplo com batata é possível fazer bolinhos, tortas ou batatas recheadas.

  • Evite alimentos muito energéticos antes das refeições. Criança que come biscoitos, sorvetes, doces, salgadinhos ou qualquer outro alimento, antes do almoço ou do jantar, rejeitará a refeição e solicitará algo para comer logo depois, estabelecendo um ciclo vicioso.

  • Os pais precisam dar exemplo de alimentação saudável: as crianças copiam os modelos alimentares dos pais e de pessoas que admiram.