"TOSSE DE CACHORRO" /LARINGITE ESTRIDULOSA


Nos meus plantões noturnos, nesse período de inverno, é comum na madrugada chegarem ao mesmo tempo crianças com laringite estridulosa.

A criança inicialmente não consegue dormir, acorda inquieta, chorando,com acessos de tosse seca. Em seguida vem a crise de tosse alta /rouca e dificuldade respiratória, às vezes no fim da crise vomita uma "baba" e tende a melhorar após o vômito.

A matéria no site http://blogdalergia.blogspot.com/2008/05/laringite-estridulosa-ou-tosse-de.html descreve muito bem como:" acessos de tosse rouca e forte, com ruído semelhante a um latido e por isso conhecida como “tosse de cachorro”. As crises se iniciam de forma rápida e tendem a piorar de noite, em especial na madrugada. É uma doença relativamente comum e nem sempre se sabe a causa específica. A laringe incha e inflama, sua musculatura se contrai (como se fosse uma "caimbra"), obstruindo a passagem de ar e emitindo um ruído na inspiração. Este ruído parace um ronco, embora mais agudo e corresponde ao som da tentativa de “puxar” o ar."

Em casa uma boa medida de socorro, enquanto se preparam para ir a emergência é fazer a criança inalar ar úmido, como vapor de água, umidificador, aerosol só com soro fisiológico.

É comum ao chegar no hospital o paciente está bem melhor, e nem tossir na presença do médico. Na emergência, dependendo do exame físico do paciente e do diagnóstico diferencial, o pediatra poderá prescrever aerosol com adrenalina (medicação de uso exclusivamente hospitalar!) e em alguns casos associar corticóide. Para casa antitussigenos, inalação só com soro ou soro e corticóide e hidratação oral são as condutas mais indicadas.

Alguma causas: alergia respiratória, infecções de vias aéreas superiores, aumento das adenóides, e refluxo gastroesofágico.
  • Aqui em Fortaleza, nesse período de chuva, atenção para as paredes úmidas, infiltração, reboco soltando e principalmente MOFO. Evite o uso de ventilador no quarto.

Crianças que fazem crises recorrentes ou frequentes devem ser levadas ao consultório do seu pediatra que tentará uma conduta para profilaxia das crises